Solos cultivados há 7 mil anos
A área agricultável do norte do Iraque é de 1,17 milhão de hectares. A adversidade do clima, que chega a mais de 50 graus no verão e cai abaixo de zero no inverno é um dos obstáculos enfrentados pelos agricultores. Apesar de o solo estar sendo cultivado há cerca de 7 mil anos, a matéria orgânica ainda permanece. Os solos locais, segundo Toledo, são do tipo silte arenoso, silte argiloso e sand loa, considerados muito férteis.
Engenheiro agrônomo com pós-doutorado, Toledo trabalhou seis meses na cidade de Erbil, como funcionário da FAO. O projeto deve levar três anos para ser executado na íntegra e vai beneficiar cerca de 3,5 milhões de curdos. Os recursos utilizados vêm do Programme Oil for Food (Programa Óleo por Comida), resultantes da venda de 1 milhão de barris de petróleo por dia.
Os rebanhos de ovinos, caprinos e dromedários, criados de forma rudimentar, sofrem problemas graves de sanidade animal, que a FAO também está tentando controlar. A capacidade dos animais de sobreviver em condições altamente desfavoráveis, segundo Toledo, é admirável. ''A genética desse animais (principalmente os carneiros) deve ser presevada.''
Toledo, além de criar e implantar o projeto, ainda indicou o pesquisador que está dando continuidade aos trabalhos. O engenheiro agrônomo da Embrapa, Paulo Galerani, de Londrina, já está trabalhando no Iraque e deve retornar em fevereiro de 2002. Os 3,5 milhões de dólares representam a inserção dos curdos na economia, mas a competitividade é um processo que deve demorar. ''O programa, que inicialmente era assistencial, passou a ser de desenvolvimento'', reforça. (M.B.)





