Solo não comporta preparo convencional
Para garantir uma boa produtividade e a sustentabilidade da região, a recomendação, conforme Antônio Sacoman, da Cocamar, é de que o cultivo no arenito seja feito pelo sistema de plantio direto (PD) sobre palhada de aveia ou milheto. O plantio convencional não é recomendado devido ao risco de erosão e a má emergência das plantas em função de altas temperaturas na superfície, e ainda as perdas de água em caso de veranicos.
Outra recomendação é para que o preparo do solo seja feito no período entre fevereiro e abril, fazendo-se a sistematização do terreno, conservação de solos, correções químicas de acordo com análise de solo e cobertura vegetal, especialmente com aveias de ciclo longo. Caso não se disponha da aveia Iapar 61, deverá ser usada a aveia preta comum dando-se um reforço no mês de agosto com plantio do milheto (BN-2).
Em solos já recuperados é possível o plantio de milho safrinha com sobre-semeadura de aveia a lanço. Outras tecnologias podem ser empregadas, mas o importante é que o produtor conte sempre com uma assistência técnica. As culturas que se desenvolvem no inverno servem para alimentação dos bovinos e devem ser devidamente tratadas e adubadas, o último rebrote fará cobertura do solo para o plantio da soja no verão.
Seguindo todas as orientações técnicas, o produtor consegue, no Arenito Caiuá, a mesma produtividade alcançada em terra roxa. Em 2003, por exemplo, a produtividade média foi de 2.750 kg/ha em Paranavaí e Umuarama; mesma média obtida na região de Maringá. ''O importante é adotar a tecnologia preconizada sem meio termo'', adverte Sacoman.





