De nada adianta ter uma variedade altamente produtiva se o terreno não estiver em boas condições de uso. Pensando nisso, o Iapar começou já na década de 1970 os primeiros estudos referentes ao tema. Ademir Calegari, pesquisador da área de solos, explica que o primeiro desafio da entidade foi com relação à erosão, problema que estava prejudicando as lavouras em todo o Estado. Nessa época era vivido um período de transição, na qual a cultura perene do café estava sendo gradualmente substituída pelo cultivo de soja, milho e trigo.

O resultado desse processo, avalia Calegari, não poderia ser outro: falta de adequação do sistema produtivo. Para solucionar esse problema, o Iapar começou a estudar a implantação do sistema de plantio direto. ''Em 1981 lançamos a primeira publicação sobre o sistema que revolucionaria a agricultura paranaense''.

Porém, de acordo com a pesquisadora Graziela Moraes Barbosa, também especialista na área de solos, o processo de implantação da tecnologia em campo foi difícil. Segundo ela, alguns produtores que adotaram a prática e que, por uma infeliz coincidência tiveram uma perda de produção, sempre culpavam o sistema.

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