O produtor Carlos Kamiguchi, de Mauá da Serra, no norte do estado, achou uma maneira de resolver o problema causado pelos dejetos dos suínos e ainda dar um reforço na adubação do solo da propriedade da família. Ele tem interesse na implantação do sistema integrado, e enquanto isso não acontece instalou tanques para tratar os dejetos das 180 matrizes. Ele não produz biogás, mas depois de tratado o material gera fertilizante para as culturas de milho e soja no verão, e aveia e trigo no inverno, além dos pomares. A granja da família Kamiguchi produz por ano 180 toneladas de resíduos sólidos e 1,2 milhão de litros de resíduos líquidos.
Um ganho importante do sistema, segundo kamiguchi, é a diminuição da poluição ambiental. O dejetos recolhidos nas pocilgas passam pelos tanques de decantação por meio da gravidade e em cerca de um mês estão prontos para a aplicação na lavoura. No processo, feito em duas etapas, o material sólido é separado do líquido e ambos são aplicados no solo. Pelo custo de transporte, o resíduos líquidos são usados numa área de cerca de 60 alqueires nas proximidades da granja. O material líquido é levado numa carreta-tanque para uma outra área de 94 alqueires, pertencente à família.
Os Kamiguchi abatem, em média, 4.500 cabeças de suínos ao ano. A granja faz todo o ciclo produtivo, com reprodução, produção de matrizes e engorda. (R.C.)

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