Soja no arenito dá bons resultados
Nesta última safra foram cultivados na região do arenito Cauiá 25 mil hectares de soja, nos municípios de Umuarama, Cianorte e Paranavaí. A produtividade alcançada variou de 50 a 120 sacas por alqueire, e na opinião do agrônomo do Iapar, Elir de Oliveira, este resultado demonstra que existe potencial para produção de soja na região, desde que se use tecnologia.
Segundo Elir, a grande variação entre a produtividade mínima e a máxima foi provocada pelo clima deste ano, com muita chuva, e pelas diferentes épocas de plantio, fato que ocorreu de maneira generalizada em outras áreas do Estado, destaca o pesquisador.
Apesar do custo de produção ser mais alto, pois o solo do arenito tem necessidade de mais herbicida e adubação mais pesada, tem muitos agricultores interessados no cultivo da soja e pouca oferta de terra. Os pecuaristas da região ainda estão um pouco resistentes ao arrendamento, por causa de preocupações com questões trabalhistas, entre outras coisas, comenta Elir.
A expectativa é de que a área com soja seja duplicada na próxima safra, porque muitos pecuaristas não terão alternativa senão melhorar as pastagens. Quando a pecuária de corte produz 50 quilos de carne/ha se torna insustentável, e aí o criador precisa buscar uma alternativa, diz Elir.
Se a decisão do produtor for o plantio da soja, os pesquisadores recomendam que antes se faça uma cultura de cobertura com aveia, milheto ou sorgo, de preferência no sistema de plantio direto. Conforme as condições da área há necessidade de fazer a desseca, revolver o solo, fazer o plantio da cultura de cobertura e só então entrar com o plantio de soja, explica.
Na integração lavoura/pecuária o ideal é fazer três ano o plantio de soja e cultivar pastagens por três anos. Deve-se renovar 20% da área a cada ano, até conseguir recuperar toda a pastagem. (C.C.)





