Plásticos, lubrificantes, vernizes, tintas para impressão, adesivos e solventes são os principais produtos de uso não alimentar elaborados a partir da soja, nos Estados Unidos. A afirmação é do representante da United Soybean Board, conselho da Associação Americana dos Produtores de Soja, John Campen. Ele ministra palestra sobre a produção, a comercialização e a utilização de produtos industriais à base de soja nos Estados durante o seminário internacional Soja: recurso renovável para usos industriais não-alimentares, que a Embrapa realiza, nos dias 11 e 12 de abril, no Rio de Janeiro (RJ).
A crescente elevação nos preços do petróleo é, segundo o Campen, o principal motivo que leva a indústria química a procurar matérias-primas alternativas em substituição ao produto. Por isso, há um grande interesse pela soja, que está disponível em grandes quantidades. No evento o técnico americano irá mostrar as experiências de seu país no desenvolvimento dos produtos industriais à base de soja.
Segundo ele, o uso de farelo ou óleo de soja como matéria-prima na elaboração de produtos industriais depende do custo do produto e da sua performance. ''Os produtos resultantes devem apresentar desempenho igual ou superior àqueles que estão sendo substituídos e os custos devem também ser iguais ou inferiores'', argumenta
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Em muitos casos, a elaboração desses materiais gera menor emissão de compostos orgânicos voláteis, apresentam baixa toxicidade, são biodegradáveis e de baixo custo. ''Estudos sobre o ciclo de vida desses produtos mostram que é usada menor quantidade de energia na fabricação. A substituição aos petroquímicos, resulta ainda em menores níveis de gases que provocam o efeito estufa'', afirma.
A programação completa e as informações sobre inscrição do seminário Soja: recurso renovável para usos industriais não alimentares podem ser acessados pelo site www.cnpso.embrapa.br/soja2007/ ou pelo e-mail: [email protected]

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