O chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias, considera que a produtividade da soja poderia ter crescido mais, mas que passou a ser a cultura preferida para qualquer produtor, que use tecnologia ou não, por ter garantia de comercialização. Como exemplo, aponta que a área plantada de milho caiu de 13 milhões para 5 milhões de hectares (ha) no período, com insistência apenas de quem realmente tinha boa lucratividade e produtividade. "Quem era ruim produzindo milho passa a produzir o quê? Soja, então ele também ajuda para esse avanço da soja não ser tão alto", conta.
Farias prefere apontar o potencial produtivo de cada cultura e lembra que o da soja é muito superior à média brasileira de 3 toneladas por ha. "Nesses campeonatos de produtividade, os produtores chegam a quase 8 mil quilos por hectare. Existe um potencial enorme", diz.
Mesmo que o produtor seja pequeno, ele quer plantar soja porque sabe que venderá a colheita, explica o chefe-geral da Embrapa Soja. "Já estamos fazendo programa de transferência para os assentamentos plantarem soja. A região Sul se caracteriza por ter 84% dos produtores de soja com área inferior a 50 hectares. Todo mundo quer plantar porque é garantia de comercialização", completa. (F.G.)

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