O cultivo da soja nesta safra deverá chegar a 3.096.000 hectares e, com isso, a produção do grão poderá ficar entre 8,4 milhões a 9,3 milhões de toneladas, registrando um aumento de 8% no volume colhido. No ano passado foram cultivados 2,79 milhões de hectares. ''É a maior área com soja na história do Estado,'' afirma a agrônoma Vera Zardo, coordenadora da Divisão de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná.
De acordo com Vera, a liquidez do produto e a variação cambial, que favorece a exportação do grão, estão estimulando o produtor a optar pela soja no plantio da safra de verão. O plantio que começou pelo Oeste do Paraná em setembro, começou a ser realizado esta semana no Norte do Estado. A intensificação se dará em novembro já que a época recomendada para a maioria das variedades vai de 15 de outubro a 15 de dezembro.
Redução na produção total Computando as principais lavouras (algodão, amendoim, arroz, feijão, milho e soja) a safra de verão deverá ocupar 5.177.700 hectares. A produção prevista é de 16.812.746 toneladas, o que representa redução de 10,6% na produção em relação à safra passada.
A agrônoma do Deral explica que a redução se deve basicamente à substituição do milho pela soja, cuja produtividade por hectare é menor. A soja tem média de rendimento de 3 mil quilos por hectare e o milho 5 mil quilos por hectare.
Menos milho O milho, outra lavoura importante da safra de verão perderá este ano o espaço para a soja. A redução no cultivo se deve aos baixos preços do produto no mercado interno nos últimos meses.
A estimativa do Deral indica área 17% menor e redução de 24% na produção. A área plantada deverá ficar em 1.554.000 hectares e a produção em 7,1 milhões de toneladas. No ano passado foram cultivados 1,8 milhão de hectares e a produção chegou a 9,4 milhões de toneladas.
Ao contrário do milho, o feijão das águas terá aumento de 23% na área cultivada. As primeiras lavouras foram plantadas em final de julho e início de agosto. A área total deverá ser de 398 mil hectares. Este aumento significativo, segundo Vera Zardo, deve-se às boas condições de mercado e bom preço pago pelo produto. A previsão de produção inicialmente estimada era de 440 mil toneladas, mas os números terão que ser reavaliados.
Mais feijão A lavoura de feijão foi afetada pelas geadas, chuvas, baixas temperaturas e ventos frios nos meses de agosto e setembro, que provocaram quebra de 2,5%, destruindo 10.400 hectares. Parte destas lavouras, no entanto, poderão ser replantadas, dependendo da região onde estão instaladas.
O plantio do algodão começou no Centro Oeste e Noroeste do Estado no final de setembro e agora está sendo plantado no Norte. A safra será menor este ano. Se confirmada pesquisa de intensão de plantio, feita pelo Deral, a redução será expressiva, de 49 mil hectares contra 70.870 hectares no ano passado, numa diferença de 30%. Segundo Vera Zardo, a redução é justificada pelos preços ruins, baixa rentabilidade e custo elevado de produção.

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