Tatjana conta que com o fim docultivo do café na Fazenda Santa Juliana, ela e o marido resolveram investir na soja. Hoje, eles arrendam 20 alqueires para o plantio da oleaginosa no verão. No inverno, a mesma área é cultivada com trigo. O casal investe ainda na cruza industrial de cerca de 50 matrizes das raças nelore e limousin. ''Vendemos o gado assim que os bezerros completam sete meses'', afirma a agropecuarista. Quando há sobra de leite, a produtora se encarrega de fabricar queijo frescal.
O mesmo ocorre quando é época de mamão, laranja, banana e abóbora na propriedade. ''Produzimos um pouco de doce em calda e geléia quando há excesso de frutas'', diz. Como não são licenciados, os produtos são vendidos na própria fazenda.
Tatjana relembra que a propriedade contava com uma plantação de cerca de 200 pés de manga, que após sofrer os danos de uma geada no ano 2000, teve de ser eliminada, dando lugar à cana. ''Hoje, com apenas um alqueire de cana, produzimos o melado e a rapadura o ano todo, a cachaça no inverno e ainda alimentamos o gado'', comemora.
A mesma estrutura utilizada na produção dos doces derivados da cana é destinada à fabricação do suco da uva cultivada em dois alqueires da propriedade. Tatjana ressalta que tanto a uva quanto a cana são orgânicas. ''Na primeira etapa, as uvas são separadas dos cachos e levadas à fervura. Com o calor, o suco se desprende da casca, que fica retida em uma peneira. Depois, ele é envasado a 95 graus e rotulado. O resíduo é reaproveitado como compostagem'', explica Tatjana. Além de abastecer a região, o suco natural também é comercializado em Curitiba e São Paulo. (M.G.)

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