Uma herança deixada pelo pai modificou a vida de Walkiria Belintani Blum. Sem medo de viver só, ela deixou São Paulo para assumir o controle da fazenda da família, em Congonhinhas. Lá descobriu sua verdadeira vocação, a vida no campo, antes adormecida pela correria da grande metrópole.
De espírito empreendedor, Walkiria vendeu a fazenda e comprou um sítio menor ''para não ficar tão isolada da cidade''. Extinguiu o cafezal, ''com dor no coração'', e investiu na construção de um pesqueiro e de uma pousada, mantendo também a criação de gado de corte e leite.
Cercada por um pomar, a pousada conta com três suítes e uma piscina. A comida é caseira e à base de peixes, que são pescados pelos próprios hóspedes. Requeijão, queijo e doces caseiros são fabricados com o leite e as frutas do sítio. ''Se não tem lugar na pousada, os visitantes acampam na grama'', comemora.
Para os mais aventureiros, Walkiria oferece passeios a cavalo e visitas às cachoeiras da região.''Tenho uma parceria com os fazendeiros vizinhos. Posso montar trilhas que passam pelas propriedades, desde que os turistas preservem o meio-ambiente'', explica. O próximo projeto é registrar as trilhas na Secretaria Estadual de Turismo e criar uma cooperativa com outros hotéis para promover o ecoturismo regional.
Walkiria também é diretora do Sindicato Rural Patronal do município e trabalha em diversos projetos sociais, como uma oficina de cerâmica para crianças. ''Meu objetivo de vida é ter menos terras e começar a fazer só o que gosto''. (M.G.)

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