‘‘Reduzir tecnologia não é o caminho para a crise que a agricultura está enfrentado. Uma agricultura rentável se faz com a administração de custos e planejamento da produção’’. A afirmação é do engenheiro agrônomo Antônio Carlos Ostrowski, supervisor de unidades da gerência de assitência técnica da Cooperativa Coamo, de Campo Mourão. ‘‘A fertilidade do solo se faz com cuidados sucessivos. Interromper ou diminuir esse tratamento traz danos bem maiores’’, alerta.
  A Coamo, segundo o supervisor, também registra queda na procura por pacotes tecnológicos. Por isso, a cooperativa está investindo em alertar e conscientizar o produtor para o planejamento da produção. Esta semana foi iniciado um ciclo de reuniões que deverá atingir todas as unidades da cooperativa. A orientação de acordo com Ostrowski, é para práticas já conhecidas dos agricultores, que se iniciam com uma boa análise de solos. ‘‘O que é bom para a lavoura do vizinho, pode não ser a indicação ideal para a sua lavoura. Cada solo e cada plantação possuem necessidades específicas. Assim se faz economia e se garante produtividade e rentabilidade’’, frisa.
  Ostrowski também calcula redução no custeio em relação à safra passada, promovida pela queda no câmbio do dólar. ‘‘Para uma produtividade média de 130 sacas por alqueire o custo de produção varia entre 50 a 53 sc/al. No ano passado esse custo ficou entre 80 a 90 sc/al. Só essa diferença já reflete na redução de custos com a mesma tecnologia’’, salienta. (C.G.)

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