Situação começa a mudar em setembro
Após setembro, o técnico André Pessoa prevê um risco ''muito grande'' para a queda de preços. Haverá uma colheita nos Estados Unidos que, ''mesmo não sendo essa maravilha que está sendo apontada hoje pelos relatórios'' (78,5 milhões de t) ela recupera os estoques dos Estados Unidos, que vêm caindo há cinco anos.
Hoje os estoques dos EUA representam menos de 8% das necessidades de consumo. O estoque norte-americano de passagem da safra 2003 para a safra 2004 é de 4 milhões de t.
Outro ponto que vai mudar o cenário atual: Em novembro, a América Latina vai estar anunciando para o mundo uma safra superior a 100 milhões de t. Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia (que juntos, este ano, já produziram 15 milhões de t a mais que os americanos) em 2004 vão produzir 30 milhões de t a mais.
''E novembro vamos estar anunciando isto par o mundo e a reação dos importadores vai ser de alívio em relação aos estoques internacionais''.
O produtor paranaense deve ter claro que isto vai representar queda de preços. Hoje você tem Chicago cotado na faixa de US$ 5,60/bushel para maio. Mas, com a confirmação de uma safra norte-americana que recupere os estoques e a sinalização de uma safra sul-americana recorde acima de 100 milhões de t no próximo ano, teremos os preços caminhando para US$ 5,00 por bushel.
Já passando da hora de vender e fixar pelo menos aquela parcela de 25% a 30% de venda antecipada da soja. Este é o momento mais adequado para negociar essa soja porque a partir de setembro a tendência é de queda.
A partir de setembro, se por um lado o câmbio pode ajudar a formação de preços em reais, por outro lado, o preço internacional, em queda, poderá atenuar ou neutralizar essa tendência em dólar. (O.P.).





