Para o professor e zootecnista da Universidade Estadual de Ponta Grossa, João Ricardo Alves Pereira, um dos responsáveis pela parte técnica do projeto Cordeiro do Paraná, a ovinocultura no Estado deverá se profissionalizar e deixar de ser uma atividade marginal dentro das propriedades.
Ele explica que o cordeiro é um animal abatido até os 90 dias de idade, criado num sistema intensivo, que recebe além do leite da mãe até os 60 dias de vida, um suplemento alimentar e é confinado mais 30 dias após o desmame. No confinamento os ovinos são alimentados com dietas de concentrados de grãos, cereais e farelos e recebem silagem de milho e sorgo.
Pereira explica que o confinamento não encarece o custo de produção já que o produto final tem o ciclo mais curto. Da maneira tradicional um ovino é abatido aos 180 dias. Com o cordeiro confinado é possível abater na metade de tempo, com um diferencial na qualidade da carne e na menor quantidade de gordura, ''fazendo um produto mais competitivo.'' O resultado no abate é um animal de 30 kg de peso vivo e de 15 a 16 kg de carcaça. (C.B.)

mockup