Sistema pode evitar mudanças climáticas
Os pesquisadores da Embrapa Soja não encaram o plantio direto como opção de produção de carbono para o mercado de créditos, ainda meramente especulativo na opinião de Julio Franchini.
Apesar de o sistema facilitar o acúmulo, em média, de 500 quilos de carbono por hectare por ano no Sul do Brasil, o processo de quantificação desse carbono ainda é muito caro e difícil de ser realizado. O seqüestro de carbono é mais voltado para aterros sanitários e florestas, já que a quantificação do carbono, nesses casos, é mais barata, informa Franchini.
Segundo ele, a agropecuária é responsável por grande parte da emissão dos gases carbônico, metano e óxido nitroso na atmosfera, principais causadores do efeito estufa. O revolvimento do solo favorece a decomposição da matéria orgânica, liberando mais gás carbônico na atmosfera. Por isso o plantio direto é tão importante para evitar as mudanças climáticas globais, assegura o pesquisador.
A rotação de culturas também surge como prática conservacionista, já que o plantio de espécies para a produção de biocombustíveis envolve culturas de fonte renovável. É o mercado mais evoluído do cenário atual, acredita Franchini. (M.G.)





