Sistema pede boa gestão
Em um dia de campo realizado no início de abril deste ano na Fazenda Cachoeira, a Tortuga Nutrição Animal apresentou aos pecuaristas da região Norte do Estado como tornar o confinamento um sistema competitivo. Fábio Jamus, gerente comercial da empresa, afirma que os criadores paranaenses possuem um alto nível de conhecimento sobre a técnica, mas revela que ainda há conceitos que os produtores desconhecem ou não sabem aplicar.
Jamus observa que o objetivo da Tortuga é apresentar a esses pecuaristas o que há de mais avançado no que diz respeito à nutrição animal. "O confinamento deve se basear em três pilares: nutrição, genética e sanidade". Ainda segundo o gerente da empresa, eventos como dias de campo ajudam a solucionar dúvidas dos produtores de como proceder para a obtenção de bons resultados durante o tempo em que os animais estão nos piquetes.
Dicas
Juliano Beleze, especialista em confinamento da Tortuga, afirma que um sistema de produção intensivo de gado de corte necessita primordialmente de uma boa gestão. "O pecuarista precisa ter na ponta do lápis o quanto aquela atividade custa para ele. Cada confinamento tem a sua particularidade", acrescenta.
A primeira dica dada pelo especialista é em relação à suplementação dos animais com proteína. Segundo ele, no período de seca, por exemplo, o animal pode chegar a 200 quilos aos oito meses de idade com o uso desses suplementos. Ele completa que no período das águas, com 13 meses de idade o boi pode chegar a 260 quilos, obtendo um ganho de um quilo por dia. Beleze salienta que acompanhado do sal mineral, um volumoso de qualidade é outro determinante para atingir esses bons resultados.
De acordo com dados da Associação dos Confinadores (Assocon), a dieta mais utilizada pelos confinamentos brasileiros tem um equilíbrio de 61% de concentrado e 40% de volumoso. Beleze salienta que esses percentuais podem se alterar de acordo com a necessidade de cada lote em confinamento. O especialista complementa que fazer o planejamento forrageiro é uma técnica de gestão que os pecuaristas têm que começar a fazer em suas propriedades porque ajuda na redução dos custos de produção. (R.M.)





