Sistema integrado de manejo parasitário
Para minimizar a resistência e diminuir os custos, Molento aconselha os produtores a associarem outras técnicas ao uso controlado de medicamentos. É impossível controlar as verminoses sem remédios, mas estes devem ser utilizados com cautela e com dosagem completa.
''No Brasil, mais de 60% dos produtores fazem a pesagem dos animais a olho e acabam ministrando uma subdose, o que aumenta a resistência dos parasitas. Uma sugestão é usar como referência o grupo de animais mais pesados dentro do lote. Também é preciso obedecer as informações das embalagens.
Diminuir o número de tratamentos para poder usar mais tempo uma determinada droga, selecionar grupos específicos de medicamentos, fazer análise clínica para testar a eficácia da droga antes de passar para outra e fazer a rotação lenta de vermífugos são algumas das recomendações. O ideal é que um vermífugo seja utilizado durante um ano em ovinos e caprinos e de 8 a 12 meses em bovinos até ser substituído por outro.
Como técnicas alternativas, Molento sugere o controle biológico e a seleção genética de hospedeiros. Existem pesquisadores cruzando animais da mesma raça ou diferentes para obter indivíduos com maior resistência as verminoses.
O pesquisador também recomenda misturar animais mais velhos, que já desenvolveram certa imunidade aos parasitas, com animais mais jovens para reduzir a concentração de ovos e larvas nas pastagens. Utilizar animais de espécies diferentes, ruminantes e não-ruminantes, para pastejo na mesma área também pode ser útil no controle de larvas de nematodas nas pastagens. Plantar culturas estacionais ajuda. Áreas utilizadas para cultivo de cereais apresentam menos risco de infecção quando reocupadas com pastagens.





