O confinamento, segundo o agrônomo Pedro Katsuki, pode ser uma estratégia em propriedades onde a pastagem não é suficiente para manter todo o rebanho no inverno.
O sistema, segundo ele, pode resolver outro problema do pecuarista. O Incra estipula determinada lotação de animais em pastagens para que a propriedade seja considerada produtiva.
Para chegar ao índice, no entanto, é considerada a área total da fazenda, inclusive as reservas, e não a capacidade das pastagens em suportar os animais, provocando alta lotação no pasto.
A alta lotação, especialmente no inverno, tem provocado degradação das pastagens, visto que são colocados mais animais do que essas áreas têm condições de suportar, garante Katsuki.
Na região de Londrina, por exemplo, o índice é de 1,25 Unidade Animal por hectare, quando no máximo a condição seria de 1 UA/ha.
Essa situação tem forçado o pecuarista a procurar alternativas para cumprir a lei. Uma delas é a adoção do sistema de rotação das pastagens, que inclui recuperação, adubação e outros manejos. O trabalho aumenta a capacidade produtiva dos capins e atende ao número de animais estipulado por lei. Segundo o agrônomo aumenta, em média, 25% a lotação.
No período de inverno, com seca e pouca oferta de pasto para os animais, segundo Katsuki, o pecuarista que não preparou alimentação suplementar, reserva de pasto ou planejou confinar, tem como saída vender e baixar a lotação das áreas.
Alguns pecuaristas têm adotado a dieta no cocho para produção de bovinos o ano todo. Quem não tem pasto precisa suplementar os animais, principalmente no inverno, para evitar que sofram do efeito sanfona, perdendo no período o que ganharam no verão.
A suplementação a cocho, considerando ganho médio de 300 a 500 gramas/animal/dia, no inverno e, portanto, de 9 a 15 kg/animal/mês, compensa ao pecuarista. Com a arroba em R$ 53 e o uso do milho na dieta, a R$ 20 a saca, a lucratividade pode ficar de R$ 20 a R$ 35 por cabeça.

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