Sistema é usado para integração lavoura-pecuária
Curitiba - Cada vez mais, o sistema de plantio direto vem sendo utilizado na integração entre lavoura e pecuária em uma mesma propriedade. A técnica, já aplicada há anos no Sul do País, vem se expandindo para áreas que sofrem com meses de seca durante o ano, possibilitando o fim da ociosidade da terra nesses períodos.
Um dos locais onde a integração encontrou mais espaço para crescer é a região do Cerrado, no Brasil Central. Castigada por um período sem chuvas que vai de maio a setembro, a produção em Estados como Goiás e Minas Gerais limitava-se às safras de verão, sem diversificação de culturas. Agora, os produtores têm aproveitado o período de entre-safra para plantar espécies resistentes à seca, como brachiaria, sorgo ou azevém.
Além de ajudar na conservação e enriquecimento do solo, essas plantas servem para a alimentação de gado. ''Com um clima muito seco, não havia como produzir fitomassa sobre o solo. Usando tecnologia e plantio direto, conseguimos a produção de gramíneas, que geram 10 toneladas de matéria seca e garantem a alimentação bovina'', explica Jônadan Min Ma, que desde a década de 1990 adota o sistema de integração lavoura-pecuária em fazendas de Minas Gerais. ''Na região do Cerrado, sem quase nada de cobertura natural, temos produção de gado que varia entre 25 e 30 arrobas por hectare. Se não tivesse a integração, a terra ficaria improdutiva na entre-safra'', afirma Jônadan.
A cultura que vem depois da gramínea, segundo o empresário mineiro, tem um aumento de produtividade que varia entre 5% e 10%. Além de se valer de outros benefícios do plantio direto, como a redução de pragas e plantas daninhas. ''O sistema de plantio direto fecha todo um ciclo de produção, sem nenhum momento ocioso, produzindo renda e conservando o meio ambiente'', declara Jônadan. ''Quem adotou o sistema de integração não sofreu com crises. Temos renda maior com custos menores''. (R.L.)





