Segundo o zootecnista Robério dos Santos Sobreira, do setor de transferência de tecnologia da Embrapa Meio-Norte, o sistema alternativo preconiza a construção de instalações simples e funcionais, a partir dos recursos naturais disponíveis nas propriedades. As matrizes também podem ser selecionadas no plantel já existente e a alimentação deve combinar produtos cultivados no próprio sítio. ‘‘A idéia é agregar valor ao milho, à mandioca ou à soja’’, sugere.
  Os reprodutores não podem ter parentesco com as matrizes. ‘‘Só um plantel não consangüíneo é capaz de atingir altos índices de produtividade’’, afirma Sobreira. As aves, ressalta o zootecnista, também não devem ter raça definida. ‘‘O criador deve usar a galinha já adaptada à região onde mora. Quanto mais comum melhor. As aves rústicas são mais resistentes a doenças e comem rações mais fibrosas e menos nutritivas’’, assinala.
  No sistema da Embrapa, a criação deve permanecer sempre com um galo e 12 galinhas que devem ser substituídos semestralmente. Com este plantel é possível produzir até mil ovos e cerca de 500 pintos por ano. Sobreira calcula um gasto médio de 8 quilos (kg) de ração para engordar um pinto até que ele se torne frango. ‘‘Esta é a quantidade ideal de aves. Se o produtor aumentar muito o plantel, vai precisar comprar a ração e a atividade se tornará inviável’’, argumenta.
  Segundo Sobreira, a organização dos criadores em associações reduz custos operacionais com mão-de-obra e transporte e garante oferta regular e escalonada do produto. ‘‘A adoção de todos os cuidados recomendados tanto na criação como no abate das aves permite que o produto final atenda às exigências do consumidor, facilitando a obtenção de marcas comerciais que possibilitem a sua venda em outros locais’’, finaliza. (M.G.)

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