Pelo olhar ambiental, o sistema de irrigação por gotejamento é o mais adequado dentre todas as opções disponíveis no mercado, avalia Gil Polidoro, coordenador de recursos hídricos da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná (Sema). Além da redução no consumo de água, Polidoro aponta uma diminuição no uso de defensivos agrícolas. Outra vantagem é a adubação dirigida, causando menor impacto ao ecossistema.
Com relação ao uso do recurso hídrico, Polidoro salienta que não é necessário fazer a outorga, uma licença baseada em análises técnicas que visa saber se o produtor pode ou não captar água de um determinado corpo hídrico. Dependendo do volume de água a ser retirado de um local, por exemplo, a outorga pode ser negada. Caso a análise técnica constate que o uso daquela água pode causar algum tipo de impacto ambiental, a licença também não é liberada.

MANEJO
O especialista frisa que os rios possuem uma movimentação grande, por isso a carga de sedimentos é alta. Por causa disso é necessário o uso do filtro. Conservar a cobertura vegetal no entorno de rios e córregos além de ser obrigatório por lei, traz muitos benefícios para o agricultor. Segundo Polidoro, a mata ciliar ajuda a segurar os sedimentos que vêm com as enxurradas em dias de chuva. "Com a mata, você fecha a porta da sedimentação", observa o coordenador da Sema.
Ele completa que o equilíbrio ambiental traz benefícios para o meio ambiente e também ao agricultor que trabalha com a irrigação. Para o próximo ano, ele acredita que o Paraná deverá implantar o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) aos agricultores que preservam o meio ambiente. (R.M.)

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