O Sindicato Rural Patronal de Londrina (SRPL) completa hoje 40 anos de fundação. Criada para defender a classe produtora, a entidade enfrentou crises e superou desafios no decorrer destas quatro décadas. Agora, a principal meta é aumentar o número de associados - hoje em torno de 350 - para fortalecer ainda mais a classe.
Para isso, a entidade está lançando uma campanha. ''O município de Londrina possui 3.120 propriedades rurais, sendo 1.200 acima de 20 hectares. Nossa representatividade junto a essa massa de produtores, que calculamos em torno de mil, está abaixo do desejável'', diz Narciso Pissinatti, presidente do SRPL.
''O trabalho da nossa diretoria, de agora em diante, é procurar saber os motivos pelos quais esses produtores não são associados e, ao mesmo tempo, convidá-los a participar da entidade. Queremos mostrar a necessidade de estarmos unidos'', completa.
Pissinatti informa que a atual diretoria do sindicato deve partir para um trabalho ''corpo-a-corpo'' nos distritos de Londrina. O objetivo é aglutinar lideranças para chegar ao maior número possível de produtores. Entre as vantagens de se associar ao sindicato está a maior facilidade para a profissionalização do homem do campo. ''A capacitação do produtor hoje é mais que necessária. Não tem mais como ser amador'', diz Pissinatti.
Os produtores têm hoje à disposição uma série de cursos e treinamentos ministrada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), órgão ligado à Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Em Londrina e Tamarana, o SRPL é o elo entre o produtor e o Senar, verificando na região quais são as necessidades de cursos. Dirigidos a produtores, trabalhadores e famílias do campo, os treinamentos são gratuitos e vão desde empreendedorismo rural à operação de colheitadeira
Entre os serviços prestados pela entidade estão registro de empregados, folha de pagamento, rescisão de contrato de trabalho, inscrição no INSS, escrita rural, declaração do Imposto de Renda, Imposto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Imposto Territorial Rural (ITR), contratos agrários e retirada da certidão do IAP (Instituto Ambiental do Paraná).
Para ser associado do sindicato e ter direito a todos esses serviços, o produtor paga uma taxa mensal que varia entre R$ 48,00 a R$ 60,00, de acordo com o tamanho da propriedade. ''Se formos comparar, os preços cobrados pelo sindicato pelos serviços saem por menos da metade dos valores praticados no mercado. Só por este motivo, já é vantajoso ser associado'', diz Pissinatti.
Além disso, existe a contribuição sindical, que é determinada por lei. A cobrança corresponde a 0,02% do valor do ITR, declarado anualmente pelo produtor. Desse valor, em torno de 55% são destinados ao Sindicato Patronal. ''É com esse recurso que mantemos a entidade'', explica Pissinati.

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