Sindicato quer incentivar venda direta
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sexta-feira, 29 de julho de 2005
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O jovem José Aparecido Luiz, 27 anos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ortigueira, aprendeu logo que precisava de um diferencial para permanecer no sítio do pai. Na área de seis alqueires os pais tiravam o sustento da família com o plantio de feijão e milho. Os irmãos foram embora e ele ficou, sempre achando que teria uma chance se ficasse na propriedade.
Segundo Luiz, é comum em sua região os jovens concluírem o segundo grau para depois buscar emprego nas cidades. ''Os pais incentivam essa trajetória porque querem evitar que sofram na área rural o que eles sofreram'', disse.
Ao analisar o ritmo de trabalho nas propriedades de Ortigueira, Luiz concluiu que não era possível mesmo ir além do sustento com o sistema antigo de produção. ''Nossos pais só sabiam plantar e capinar e mais nada. Depois entregavam o pouco que colhiam ao intermediário e não sabiam mais o que acontecia. Ficavam sempre com um pouquinho de dinheiro e parte da produção para o sustento'', lembrou.
Como presidente do sindicato rural de Ortigueira, Luiz está empenhado em organizar sua comunidade para eliminar a intermediação nas vendas. Para isso, ele quer a criação de mais cursos direcionados aos pequenos produtores aprenderem a administrar, gerenciar e a propriedade.
Luiz está empenhado em construir um galpão para que os feirantes da cidade, na maioria agricultores familiares, possam vender a produção diretamente todos os dias. Ele confia que o Sindicato terá acesso a recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para a construção do galpão em Ortigueira.


