Sinal verde para os preços
As oscilações bruscas nos preços do suco de laranja, que são baseadas no mercado internacional, geram uma certa preocupação nos produtores paranaenses, o que não acontece em São Paulo, onde as empresas ''blindam'' os produtores com preços pré-estabelecidos. Na safra 2009/10, um dos piores momentos da citricultura, os preços chegaram a R$ 6 a caixa no Paraná. Nesse período, muitos produtores perderam dinheiro, afirma Paulo Andrade da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Mauro Noda, produtor de laranja desde 1993 na região de Maringá, foi um dos que sofreram com essas oscilações de preço nessa época. Na safra 2009/10, por exemplo, ele não chegou a perder dinheiro, mas também não ganhou. Naquele ciclo, o preço da caixa estava a R$ 5,70, mas o custo de produção do produtor foi de R$ 5,60. ''Praticamente paguei os meus custos, o retorno foi pequeno'', desafafa. Em compensação, o mercado nos últimos dois anos se recuperou e hoje Noda colhe bons frutos.
Na safra 2010/11, por exemplo, o preço da caixa passou para R$ 9,70, a um mesmo custo de produção. O lucro líquido do produtor foi de R$ 4,10 por caixa. Nesse ano, com o aquecimento dos preços no mercado internacional, devido à redução da produção na Flórida, Noda espera para a safra 2011/12 que o preço da caixa chegue a R$ 10, obtendo um dos maiores como produtor.
Nos 48,4 hectares do Sítio Progresso, Noda não cultiva só laranja. Também produz soja e milho, que foi o que o ajudou financeiramente nos períodos de baixos preços do mercado de laranja.
O engenheiro da Seab completa que a diversificação de culturas é um diferencial do Paraná e reforça que o citricultor não tem o que temer, pois conta com o apoio de grandes cooperativas que estão incentivando a produção de laranja.
Nesse mercado, algumas regiões estão em destaque, a exemplo de Paranavaí, que conta com uma unidade de processamento da Cooperativa Cocamar. A área é considerada o maior pólo de produção do Estado, representando 46%. Conforme Andrade, isso se deve às condições propícias de clima e solo para a cultura, que são semelhantes às de São Paulo. Além de Paranavaí, a região de Maringá também vem crescendo e hoje representa cerca de 22% da produção do Paraná. (R.M.)





