O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou no módulo da piscicultura, mais uma opção que combina com o estilo que pretende conferir ao seu governo: apoio aos pequenos empresários, à agricultura familiar e oportunidades de renda.
Avanços e dificuldades da piscicultura familiar foram-lhe relatados pelo engenheiro agrônomo Jefferson Osipi, vice-gerente da Câmara Setorial de Piscicultura do Paraná. Osipi não perdeu a oportunidade ''sem igual'' e falou das necessidades do setor.
''Falei bastante com ele, que parecia olhar dentro dos meus olhos; acho que recursos jamais faltarão para atividades alternativas neste país, como a piscicultura'' - disse o agrônomo à Folha Rural, ainda comemorando a ''oportunidade ímpar''. No dia anterior à visita do presidente Lula, ocorrera a reunião da Câmara Setorial com a deputada federal Selma Schons, presidente da Frente Parlamentar de Aquicultura e Pesca, criada no último dia três.
O Paraná tem uma produção anual de 20.000 toneladas, distribuída entre 22.200 produtores. As regiões de Curitiba e Toledo têm cooperativas e outros canais de comercialização. Em Curitiba, a Câmara Setorial de Piscultura tem convênio com a Ceasa para comercializar o peixe vivo. É um sucesso, segundo Osipi. Agora estuda-se a possibilidade de a Ceasa abrir espaço para uma unidade de abate, dentro do estabelecimento.
Em Toledo também, a cooperativa e uma indústria local favorecem a comercialização.
O esforço no Norte, Noroeste e Norte Pioneiro é usar esses exemplos e criar mecanismos semelhantes. Nessas regiões, 90% da produção de peixes é destinada aos pesque-pague. Os piscicultores não querem depender apenas desse mercado e precisam partir para a industrialização. Em primeiro lugar, segundo Jefferson Osipi, é preciso organizar a produção e debater as opções que são melhores para o setor.
A reunião da Câmara Setorial, em Londrina, contou com a presença do secretário especial José Fritsch. A Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca tem tratamento de Ministério.

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