O pecuarista Alfredo Lima está testanto uma nova opção de silagem na alimentação dos animais da Estância ToaToa. A silagem de soja surge como uma importante fonte de proteínas e energia, além de reduzir custos no confinamento.
  O zootecnista Geraldo Moreli explica que a soja possui 17% de proteínas, enquanto o milho tem apenas 7%. ‘‘Em função da quantidade de óleo existente no grão, a soja também apresenta maior digestibilidade’’, aponta o zootecnista.
  Ele assinala que o alimento deve ser utilizado em parceria com a tradicional silagem de milho e a ração. Na estância, a proporção testada é de 80% de volumoso para 20% de ração, enquanto que nos confinamentos tradicionais a proporção é de 50%. ‘‘Dentro do volumoso, 60% é silagem de milho e 40% silagem de soja’’, afirma Moreli.
  Numa dieta normal, ressalta o zootecnista, o produtor gasta em média R$ 2/animal com silagem e ração. Já com o uso da soja, o gasto cai para R$ 1,45/animal. ‘‘A redução é de cerca de 25%’’, calcula.
  Para Alfredo Lima, além das vantagens nutricionais, a soja reduz a necessidade de compra de insumos fora da propriedade. ‘‘Também é mais fácil de armazenar’’, conclui. (M.G.)

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