A fruta mais popular do Brasil, a banana, corre o risco de acabar. A ameaça, segundo divulgação de órgãos de pesquisa, é oferecida por uma grave doença, a sigatoka negra. Segundo o implementador de fruticultura da regional da Emater, em Londrina, Élcio Rampazzo, ela já atinge os bananais do Amazonas, Acre e Mato Grosso.
Apesar das barreiras de fiscalização existentes no estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, o técnico diz que a doença deve atingir as lavouras desse lado do País. A sigatoka é provocada por um fungo que atinge as folhas da causando manchas escuras que impedem a produção de energia para a planta.
Apesar do alerta dos pesquisadores, Rampazzo não acredita que a doença possa exterminar os bananais. Existem produtos que controlam o fungo. Mas, nos países onde a doença já está instalada, são necessárias mais de 30 aplicações de venenos, o que encarece o custo de produção. ''A banana que você tem no fundo do quintal com certeza vai deixar de existir'', sentencia.
A Embrapa de Cruz das Almas, na Bahia, segundo Rampazzo, já desenvolveu varidades de bananas resistentes à sigatoka negra, mas apenas na família da banana-terra. Rampazzo diz que já há experimentos com as nanicas e ele acredita que em seis anos elas estarão disponíveis. ''É preciso que o Governo aloque mais recursos para a pesquisa'', destaca.
O implementador de fruticultura informa que o Paraná convive com uma forma mais amena da deonça, a Sigatoka Amarela. A ação é parecida com a negra, mas os danos às folhas são menos agressivos. (C.G.)

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