Setor pesqueiro do BR conquistou superávit em 2001
O Brasil obteve pela primeira vez em sete anos superávit na balança comercial de pescado que fechou o ano de 2001 com um saldo positivo de US$ 22,6 milhões. O resultado segundo o Departamento de Pesca e Aquicultura, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), deve-se principalmente ao aumento das exportações de atuns. As vendas externas de camarões e outras espécies de peixes também contribuíram.
Em 1998 quando foi criado o Departamento de Pesca no âmbito do Ministério da Agricultura o déficit na balança comercial era de US$ 332 milhões; em 1999 esse número caiu para US$ 150 milhões e em 2000 ficou em US$ 58 milhões.
Segundo o diretor substituto do DPA, Geovânio Oliveira, o resultado de 2001 só foi possível após a abertura ao comércio mundial e a adoção de novos princípios comerciais dos acordos e tratados internacionais.
Outra influência foi a mudança de hábitos do consumidor exigindo novos produtos. Essa mudança, explica o diretor substituto do DPA, provocou no setor pesqueiro brasileiro o mesmo processo de transformação que já estava em andamento no cenário internacional.
Os produtores passaram a identificar novas demandas, a criar novos produtos, estabelecer novas parcerias, desenvolver selos/marketing, manter controles de qualidade, garantir regularidades de ofertas e reduzir os custos. Segundo Oliveira, o superávit na balança de pagamento do país passa por um processo contínuo de conquistas de novos espaços no mercado internacional capaz de gerar volume de exportação compatível com as exigências das contas externas.
Segundo Geovânio Oliveira a consolidação para recuperação desse setor requer a continuidade da pesca oceânica, a criação de bases de fomento para a indústria de transformação e o estímulo à instalação de empresas pesqueiras que usem tecnologia de ponta para captura, processamento, armazenamento e distribuição. Ele também considera importante a nacionalização dos barcos hoje arrendados seguido da construção de novas embarcações genuinamente brasileiras.





