Imagem ilustrativa da imagem Setor movimenta 34% do PIB do PR



O setor de agronegócio, que inclui a agroindústria, movimenta 34% dos R$ 376 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná em 2015, conforme estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A representatividade é até maior do que a média nacional, de 22%.
O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, afirma que as áreas plantadas tiveram alta de 48% de 1995 a 2013, com elevação da produção em 163% e da produtividade média de 76%. "E vai continuar sendo a alavanca econômica do Estado, porque todos os municípios dependem da produção rural, até mesmo a Região Metropolitana de Curitiba. É lá que ficam as fábricas de trator, de carro e equipamentos, que são consumidos no Interior. E, sem a agropecuária, o dinheiro não circula nas pequenas cidades."
O gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Flávio Turra, lembra que o Paraná produz 18% do total nacional de grãos. "Se falarmos em exportações, os alimentos representam 75% das exportações do Estado, tudo fruto do trabalho dos agricultores paranaenses, que estão sempre na vanguarda da tecnologia."
O chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, Alexandre Cattelan, diz que o Paraná, o Mato Grosso e Goiás são alguns dos estados mais dependentes do PIB agrícola. "É o que sustenta também o superavit da balança comercial brasileira, então não é diferente por aqui. E, dentro do PIB agrícola, o da soja é o que tem a maior relevância", cita, ao apontar o grão como grande produto de exportação.

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA
Turra afirma que ainda há espaço para essa participação crescer, principalmente pela evolução do setor em termos de produtividade na cultura de milho e de políticas para agregar valor aos produtos paranaenses. "Na parte de carnes, nossa produção fica no mesmo nível dos três estados do Sul do País, que têm níveis comparados aos de países desenvolvidos. No milho, ainda temos um certo potencial de crescimento de produtividade na comparação com Estados Unidos, porque ainda estamos evoluindo em biotecnologia para regiões mais quentes, apesar de Guarapuava, que é mais fria, ter resultado parecido com os norte-americanos."
Agregar valor dentro da propriedade é outra alternativa, diz o gerente técnico da Ocepar. "Industrializar um pouco o que se tira da área rural, como transformar uma fruta em geleia, por exemplo. E tem a indicação geográfica, que precisamos explorar melhor", cita. Ele lembra que os europeus são especialistas em explorar características regionais, algo pouco usual no Brasil. "O café daqui teria essa condição, as frutas, enfim, produtos que são de pequenas propriedades", diz.
Cattelan lembra ainda que a soja convencional, ou não transgênica, tem ganhado mercado principalmente na Europa. "É uma proporção pequena, mas o produtor paranaense tem demandado mais sementes desse tipo nos últimos anos, porque ele recebe um prêmio melhor."

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