Setor cresce 20% ao ano
O aumento na demanda das fecularias foi determinante para a alta do preço da mandioca este ano. Um setor desacreditado há dois anos, hoje dá sinal de recuperação e busca novos mercados.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), João Eduardo Pasquini, o setor tem crescido cerca de 20% ao ano devido ao aumento da capacidade produtiva das indústrias do Centro-Sul do País.
''Para conquistar o mercado dominado pela Tailândia, maior produtor mundial de amido, o Brasil precisa antes estabilizar os preços e investir na pesquisa agrícola, com ênfase na produtividade e alto teor de amido'', assinalou.
Na última safra, foram colhidas 23 milhões de toneladas (t) de mandioca e produzidas 500 mil t de amido no País. Bahia e Pará foram os principais produtores, seguidos pelo Paraná, maior fabricante de amido. O consumo, basicamente interno, se dá na forma de farinha - produzida artesanalmente no Norte e Nordeste - amido e na fabricação de papel.
Segundo Pasquini, a cultura da mandioca no arenito tem se mostrado mais rentável que a soja devido ao baixo custo de produção. ''Acredito que preço ideal para a tonelada deveria oscilar entre R$ 130 e R$ 150, o suficiente para cobrir o custo de produção - que hoje gira em torno de R$ 80 - e ainda dar lucro ao produtor'', finalizou. (M.G.)





