A demanda dos produtores do Sudoeste do Paraná não é tão nova. Ainda em 2017, a Alep (Assembleia Legislativa) promoveu audiência pública sobre o tema, ouvindo as partes envolvidas, mas nenhuma mudança foi implementada. Agora, com a volta do tema à pauta, entidades do setor se reúnem em busca de consenso. Uma reunião aconteceria na sexta-feira (5) na sede da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná). A federação diz acatar o posicionamento da área de pesquisa pela manutenção da janela de cultivo atual, porém, se propõe a colocar o assunto em discussão. Ana Paula Kowalski, técnica do Sistema Faep/Senar, ressalta que, de acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, alterar a estratégia de controle neste momento não se justifica.

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"É difícil o produtor visualizar, porque ele pensa em cada safra, cada rendimento. Mas na safra passada a ocorrência de ferrugem aumentou em relação à anterior", informa. De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, na safra 2017/18 foram registradas 113 ocorrências de ferrugem no Paraná; na anterior haviam sido registradas 87.

Márcio Bonesi, presidente da Aprosoja/PR (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Paraná), diz que a entidade só pode se posicionar favoravelmente a uma mudança com amparo de instituições de pesquisa como a Embrapa. Para ele, o Paraná tornou-se referência nacional em controle da ferrugem e não deve abandonar uma estratégia eficiente. Ele lembra, ainda, que a ocorrência da doença é maior no mês de janeiro e ressalta dificuldades de controle, caso a mudança aconteça. "Essa portaria em consulta impõe vários parâmetros para se plantar fora do período, vai ser muito difícil a Adapar fiscalizar isso, são vários estágios que dificultam a fiscalização", destaca.

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Em termos gerais, as cooperativas de produtores do Estado são favoráveis à manutenção do atual calendário, diz Robson Mafioletti, superintendente da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná). Segundo ele, no entanto, pode-se pensar uma solução pontual para a região Sudoeste. "Também é justo olhar para esse pessoal, são pequenos produtores. A calendarização é fundamental. Podemos discutir ajustes nas regiões mais frias e de altitude", pondera. (C.F.)

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