Setor abre-se para novos segmentos
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quarta-feira, 07 de abril de 1999
Widson Schhwartz 
Entre as novidades no setor industrial da 39ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, a Ford estará apresentando os modelos novos da linha F (utilitários e caminhões), iniciativa da própria indústria, independente de concessionárias locais e regionais, que estão sem estandes no Parque Ney Braga. Espera-se a presença do presidente da Ford no Brasil, Ivan Fonseca Silva, junto com o gerente nacional de vendas, Osvaldo Jardim, inicialmente prevista para o dia 9.
Mais segmentos estão se interessando pelo público da Exposição, que pela primeira vez terá, no setor comercial, estande de uma loja de departamentos, a Riachuelo, que espera cadastrar ali uma parcela significativa de futuros usuários de seu cartão de crédito. O objetivo é emitir novos 15 mil cartões, elevando dos atuais 38.725 para mais de 53 mil, em Londrina e cidades vizinhas, segundo o gerente, Antônio Sampaio de Andrade. Makro Atacadista e Credicard também terão estandes com a finalidade de promover seus cartões.
ConquistaEmpresa participa pela primeira vez, com interesse de ampliar seu leque de clientesIniciativasExiste a possibilidade, durante a Exposição, de se consumar associações de empresários italianos e paranaenses, adiantou o dirigente do Programa Paraná-Europa Marco Veronesi. São esperados oito empresários da Itália e a programação inclui mesa redonda com representantes da Associação das Cooperativas Brasileiras (OCB) e outras pessoas chaves. Em pauta: meios que permitam acrescentar tecnologia italiana à indústria de transformação.
Segundo Veronesi, a potencialidade do Paraná e a situação geográfica de Londrina no Mercosul convertem a Exposição em mais uma reunião interessante para os italianos, que já sabem tudo quanto à tecnologia, mas precisam de parceiros para se expandir em novos espaços.
O gerente comercial de eventos da Sociedade Rural do Paraná, José Luís Corrêa Machado, acha que está se firmando a cara de uma exposição efetivamente diversificada, porém ainda falta o prestigiamento de mais empresas de Londrina, afirma ele.
AusênsiasMachado observa que estarão ausentes concessionárias de pelo menos três marcas consagradas no mercado. Num dos casos, uma revendedora autorizada em outra cidade ficou impedida de participar da Exposição por causa da negativa das três em Londrina, segundo Machado.
São de fora a maioria das indústrias de roupas (confecções) presentes, embora Londrina seja o maior pólo do ramo.
Em se tratando de automotores, será notável a ausência de carros de passeio, disse Machado, atribuindo a falta dos importados à variação cambial cerceando as revendedoras. Os importados têm um motivo, que é o dólar, reforçou. Caminhões e outros veículos de serviços estão com mercado menos restrito. Desde que a Volvo está no Paraná, a Rivesa (Ribeiro Veículos S.A.) participa da Exposição, diz Machado, referindo-se à concessionária com sede em Maringá e filial em Londrina.
Apesar das circunstâncias, todos os espaços da Exposição estão vendidos - no total são 350 expositores - , destinando-se ao comércio e à indústria aproximadamente 60 mil m2 - incluídas as áreas de circulação - do total de 350 mil m2, calcula Machado. O setor industrial tem vendido muito bem os seus produtos, por vezes superando a pecuária nos balanços pós-feira, admite o gerente comercial de eventos da Rural.
Os maiores estandes são os da Ford - 900 m2; Viação Garcia - 800 m2; Valmet e SLC - 500 m2 cada um; Volvo 400 m2.


