Carlos Augusto Albuquerque, assessor da presidência da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), explica que quando forem disponibilizadas as imagens de satélite para a adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), o produtor interessado em fazer o cadastro poderá entrar em contato com as entidades associadas ao programa, como cooperativas, sindicatos ou associações. Apesar de ainda não estarem definidas pelo programa, essas instituições ajudarão os proprietários de imóveis rurais a se adequarem ao CAR.
Albuquerque explica que um técnico habilitado de qualquer uma dessas entidades será responsável por ajudar o produtor a preencher a ficha de cadastro. Depois de todos os itens respondidos pela internet, o sistema irá gerar um mapa fotográfico da região. A partir dessa imagem, deverá ser feito um mapa da propriedade que será encaminhado diretamente para o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). "O órgão é quem vai avaliar se o local está adequado às normas ambientais e o que ele – produtor – pode fazer para se adequar às normas, caso seja necessário". Albuquerque acredita que o sistema estará disponível somente em meados do primeiro semestre de 2013.
Albuquerque completa que o CAR só irá monitorar, pois quem vai estabelecer os critérios de mudança é o Programa de Recuperação Ambiental (PRA). "Para colocar em prática todo o sistema vai demorar de 3 a 4 anos. O Ministério do Meio Ambiente ainda não tem todo o CAR definido", sublinha. O assessor da Faep acredita que os produtores não serão prejudicados com o novo programa. A afirmação, explica Albuquerque, é porque 93% das propriedades paranaenses possuem até quatro módulos fiscais, ou seja, são isentas da obrigação de recompor as reservas legais. Mesmo assim, terão que fazer o cadastramento. (R.M.)

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