Além de todas as vantagens financeiras da heveicultura, o plantio das seringueiras é ecologicamente correto, trazendo diversos benefícios à area de cultivo. A floresta desta árvore auxilia na proteção de mananciais, melhora as propriedades do solo, o microclima e abriga a fauna. ''Ela ajuda na conservação do solo, previne possíveis erosões e auxilia toda a fauna e flora no local''. pontua Paulo Rezende, técnico agrícola do Iapar.
Além disso, o seringal pode ser incluído no Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que dispõe linha de crédito de R$ 2 bilhões e permite, por exemplo, que o recurso seja direcionado ao plantio e à manutenção de florestas comerciais. O dinheiro também pode ser utilizado na adoção do sistema lavoura-pecuária-floresta, com juros de 5,5% ao ano. ''As políticas de crédito do governo atendem a demanda de financiamento. Os estados estão apostando na agricultura familiar com a heveicultura. Um bom exemplo é o Espiríto Santo'', enfatiza Gustavo Firmo, chefe da Divisão de Florestas Plantadas do Mapa.
O especialista do Iapar relata que não há grandes dificuldades técnicas que possam trazer problemas ao pequeno produtor no cultivo dessas árvores. ''Não é difícil aprender. Inclusive, o Iapar já deu alguns cursos especifícos sobre o assunto, em temas que envolvem o plantio, enxertia, condições do seringal e controle de pragas e doenças'', complementa Rezende. (V.L)

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