SENAR oferece 150 opções de cursos em fevereiro
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sábado, 07 de fevereiro de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Se existe uma qualidade do mercado de trabalho - que mereça a atenção - é a sua capacidade de ser seletivo. Com isto em vista, para manter-se no páreo é importante estar qualificado e sobretudo se atualizar. Há 15 anos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado do Paraná (Senar) promove cursos de capacitação profissional para os trabalhadores do campo. São pequenos e médios proprietários e seus empregados.
Há três anos, o funcionário de uma propriedade rural fez um curso de doma de animais. Como aprendeu a técnica, hoje além do seu emprego em uma propriedade rural também atende outros fazendeiros. Na prática funciona como se ele tivesse dois empregos. A declaração é de Élcio Chagas da Silva, gerente técnico do Senar, sobre um dos casos bem sucedidos de aprimoração das técnicas oferecidas.
Porém, os cursos mais procurados são aqueles atrelados às atividades mecanizadas de operação e manutenção de maquinários como colheitadeiras e tratores e as técnicas de aplicação de agrotóxicos. Esses cursos são os recordistas porque sempre existem novidades em termos tecnológicos e serve para atualizar. Também tem a demanda no mercado de trabalho que exige profissionais capacitados, completa.
Divididos em dois módulos básicos, no primeiro foram atendidos 169.600 trabalhadores, no ano passado, entre produtores semi-alfabetizados e profissionais liberais. Silva afirma que a procura abrange um leque que vai desde cortadores de cana até donos de médias propriedades que, após cursarem uma pós-graduação, buscam formações práticas para encapar novos projetos. Durante o mês de feveiro deste ano, são mais de 100 opções em todo o Estado.
O cronograma também contempla atividades de promoção social. São cursos voltados para pequenos trabalhor familiares e que podem no futuro se tornar uma fonte de renda. Em 2008, o projeto atendeu 34.300 pessoas como os participantes do módulo Família e Qualidade de Vida. A ideia da atividade é ensinar as esposas dos agricultores a lavarem corretamente uma roupa utilizada durante a aplicação de agrotóxicos. Essa é a diferença, de melhorar a qualidade de vida, pontua o gerente do Senar.
A formação profissional rural é focada na preparação para o mercado de trabalho. Já a promoção social tem haver com a melhoria da qualidade de vida em termos de alimentação, saúde e entendimento da cidadania, diferencia, acrescentando que se a segunda atividade for bem sucedida, ela pode no futuro se tornar uma fonte de renda extra, como por exemplo a panificação ou a fabricação de compotas de frutas.
O custo de participação é gratuíto e os subsídios são retirados da produção comercializada no Estado. São cerca de 0.2% da arrecadação, o que equivale a valores próximos dos 10 milhões de reais no ano, somente nas duas áreas acima citadas. Como são cursos práticos, eles têm uma parte prática maior, porque são ligados diretamente à linguagem e a realidade do meio rural, finaliza.


