Glaucia Aires Costa trabalha em uma propriedade rural de Ibiporã (14 km a leste de Londrina) e participou de um dos cursos de produção de conservas vegetais, compotas, frutos cristalizados e desidratados do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Ela conta que a sua função é repassar aos demais funcionários da fazenda as técnicas aprendidas durante a capacitação. ''Este foi o segundo curso que fiz pelo Senar e é sempre muito bom aprender a aproveitar tudo o que a terra nos dá'', diz.
A partir das técnicas aprendidas em um curso de derivados do leite, Glaucia utiliza as sobras de leite para a fabricação de queijos e pães caseiros, que são vendidos na Feira do Produtor de Ibiporã, aos domingos. ''Também incrementamos nossa renda com a venda de frutas e verduras frescas a um preço mais acessível ao consumidor'', afirma.
Segundo a instrutora do Senar Fátima Bittencourt, a primeira aula do curso ensina conceitos de higiene. ''Os alunos tomam banho e vestem um uniforme especial para trabalhar na cozinha'', explica.
No dia seguinte, os participantes aprendem a produzir doces em calda e em pasta, bala de banana, geléias diversas e conservas salgadas. Já a terceira aula é dedicada aos processos de envasamento dos produtos e discussão das técnicas de esterilização dos vidros e pasteurização.
As mulheres dominam este tipo de curso, mas o chefe de cozinha Agnaldo Aparecido dos Santos não se sente intimidado. ''Trabalho na propriedade de uma tia e com os conceitos que aprendi nos cursos do Senar pude repassar a ela algumas formas de utilizar alimentos que antes eram destinados aos animais'', declara. (M.G.)

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