Seminário da carne será destaque da Eurozebu
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sexta-feira, 05 de setembro de 2003
Cláudia Barberato<br> Reportagem Local 
O Brasil já é considerado um dos três maiores exportadores de carne bovina do mundo, dividindo mercado com Estados Unidos e Austrália. Desde o ano passado, a venda da carne brasileira ao exterior deixou de ser apenas uma oportunidade em função de casos de aftosa e vaca louca em alguns países produtores de carne.
Os países que optaram por comprar a carne bovina brasileira, como Chile, Egito e até a Rússia, entre outros, agora se tornam clientes fiéis. Segundo números de analistas de mercado e da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), o crescimento das exportações deve ficar na média de 45% maior este ano.
Até julho, o Brasil havia exportado 683,5 mil toneladas equivalente carcaça, 42% a mais em relação a igual período de 2002. A expectativa é fechar o ano com 1,28 milhão de toneladas equivalente carcaça, pouco abaixo da Austrália e acima dos Estados Unidos.
Para discutir as vantagens da carne brasileira, destinada também ao mercado interno, pecuaristas e técnicos estarão reunidos no 1º Seminário Nacional da Produção de Carne com Qualidade, nos dias 2 e 3 de outubro, em Londrina. O evento faz parte da Eurozebu, feira de raças bovinas, principalmente européias, que acontece de 29 de setembro a 5 de outubro no Parque Ney Braga, promoção da Sociedade Rural do Paraná (SRP).
O diferencial de carne brasileira é o baixo custo. Enquanto o boi brasileiro é criado a pasto, os animais de outros exportadores precisam ser terminados em confinamento, o que encarece o preço final. ''O exterior está se abrindo, cada vez mais, para a qualidade da carne produzida no Brasil. Toda a cadeia produtiva está atenta à produção de carne com qualidade e garantias de segurança alimentar'', garante Edson Neme Ruiz, presidente da SRP.
Os novos desafios à pecuária nacional como a exportação e rastreabilidade motivaram a realização do seminário, completa Marcelo Janene El Kadre, diretor de pecuária da SRP. Para o dia 2 está programada palestra com Édio Sander que vai falar sobre a experiência da Aliança Mercadológica do Novilho Precoce e Sistema Moderno de Produção e Comercialização de Carne com Qualidade, de Guarapuava.
Outros temas do dia serão: manejos para produzir carcaças e tipificação, por José Luiz Moletta, zootecnista do Iapar de Ponta Grossa; a experiência do Serviço de Informação da Carne (SIC), por Carolina Barretto, pecuarista e gerente de marketing; estratégias de comércio no varejo, pelo veterinário do Grupo Super Pão, Celso Doliveira; e a qualidade da carne, por Albino Luchiari Filho, da USP.
No dia 3, serão abordados temas do sistema de produção a pasto como o manejo rotacionado e seus aspectos econômicos, por Sérgio Novita Esteves, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, São Carlos(SP); e o melhoramento genético como ferramenta de investimento, por Delmiro Rodrigues da Silva, diretor do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agropecuário (INDEP) e Pedro Nunes, coordenador do Programa Extralim.


