As inovações no Sítio Shangri-lá, do produtor Sidnei Costa, não páram na criação do marcador de linhas. Ele precisava de uma máquina de tratar sementes. No mercado, encontrou o equipamento por R$1.350. A primeira alternativa que encontrou foi procurar os vizinhos, para comprarem em sociedade. A idéia foi descartada. Mais uma vez ‘‘matutou’’ e, observando o exemplo de outros produtores, resolveu substituir a máquina por uma betoneira. Com isso, economizou R$1.000. ‘‘É fácil de lidar e é tão eficaz quanto a máquina de tratar sementes’’, diz. Depois que faz o tratamento das sementes a serem utilizadas nas suas lavouras, Costa empresta o equipamento para alguns vizinhos. ‘‘Nada aqui fica parado’’, diz.
Além das ‘‘invenções’’, Costa busca potencializar ao máximo a produção de suas lavouras. Para isso, ele segue passo-a-passo todas as recomendações técnicas para a instalação de suas lavouras. Toda essa dedicação torna a propriedade de Costa um modelo para a região. Localizado na margem do Rio Taquara, no patrimônio Guairacá, em Londrina, o Sítio Shangri-lá tem 31,3 hectares, dedicados exclusivamente ao cultivo de grãos. Durante o verão, 30% dessa área são ocupados por milho e o restante por soja, em sistema de rotação de culturas. No inverno, um pouco de milho safrinha e forrageiras, que preparam o solo para o plantio direto.
Em quatro anos que está trabalhando com agricultura, o dentista Sidnei Costa já colocou ‘‘Shangri-lᒒ no topo do ranking de produtividade da região. Na última safra, enquanto seus vizinhos colheram em média 41,3 sacas de soja por hectare, Costa alcançou produtividade 40% maior, ou seja, 57,8 sacas/ha. Na safra de milho, a diferença foi ainda maior. Costa colheu 144,6 contra 95 sacas por hectare, volume 52% maior que a média da região.(J.S.)

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