O mercado cafeeiro começou a semana apático e só se recuperou na quinta-feira, mesmo assim timidamente. Na segunda-feira, a Bolsa de Nova York não funcionou por conta do feriado nos Estados Unidos (Dia do Presidente).
Na terça-feira também não funcionou por conta, desta vez, da nevasca em Nova York. Na quarta-feira a bolsa reabriu suas atividades, porém, com um pé atrás por conta da mudança nos contratos.
A partir de quarta-feira os vencimentos passaram a ser maio e não março. Quando isto ocorre o mercado fica cauteloso. Historicamente toda mudança de data de vencimento é caracterizada por preços baixos. Sem a Bolsa de Nova York como referencial, o mercado físico também operou ''nominal''.
Na quinta-feira o mercado parecia voltar ao normal mas, como não ''decolou'' houve recompra de títulos e outras questões ''técnicas'', mantendo o mercado cafeeiro quase travado. Foi uma ''semana perdida'', na análise de agentes do mercado que precisam girar a mercadoria.
Nas praças de Londrina, Maringá e Cornélio Procópio houve poucos negócios na quinta-feira e quase nenhum nos dias anteriores.
Os preços no mercado físico variaram entre R$ 165,00 e R$ 175,00, são preços que ficam bem abaixo dos R$ 190,00/195,00 do mês passado e início de fevereiro. O corretor e diretor da Bolsa de Cereais e Mercadorais de Londrina, Marcos Bacceti, espera a retomada do ritmo normal do mercado a partir da próxima semana.
Em NY, contratos para maior fecharam com 65 pontos de alta (US$ 64,75 dólares por libra peso), enquanto o mercado local indicava um final de semana muito calmo.
Boi gordo - A semana foi marcada pelo equilíbrio entre oferta e demanda. Os pecuaristas paulistas seguraram até o limite a oferta de gado. O baixo consumo registrado pelo atacado conspirou contra o esforço dos produtores em manter os preços estáveis. Possibilidade de um aumento na demanda só após virada do mês.
A análise da Scot Consultoria observa, porém, que a reduzida oferta de carne e a pressão dos frigoríficos - que estiveram reunidos para discutir o desempenho das vendas - levaram à valorização de todas as peças. Em dois dias, o equivalente físico, que simula o valor da arroba no atacado, acumulou alta de 5%, ajudando na sustentação dos preços do boi gordo. ''Contudo, o consumo permanece muito fraco, levando so compradores de gado a adotarem postura cautelosa na negociação''.
No Paraná os preços se mantiveram estáveis, sem avançar. Na praça de maringá o preço máximo ficou em R$ 57,00 para descontar Funrural e pagamento em 20 dias.
Na quinta-feira, os preços no mercado do boi gordo caracterizaram bem a condição de estabilidade do mercado - confirmando previsão das análises da FNP na semana passada. No entanto, em São Paulo obsrvou-se que as ofertas de gado para abate se mantiveram restritas, a ponto de ocorrerem negócios a até R$ 56,5/arroba à vista, livre de fundo, o que representaria mais que os R$ 58,00 a prazo. De um modo geral, as escalas de abate se mantêm curtas. No atacado a redução na oferta se acentua, indicando que deve estar ocorrendo redução no volume de abates, os preços de todos os cortes subiram.
''Continuamos acreditando que os preços no mercado do boi gordo devam se manter estáveis na grande maioria das praças pecuárias'', afirma José Vicente Ferraz, da FNP. No entanto, em São Paulo, e no Paraná - ressalva - podem ocorrer surpresas, pois ao contrário do que seria normal, as ofertas de gado para abate nestes estados continuam diminuindo e as escalas de abate continuam em muitos casos quase que zeradas.
As exportações brasileiras de carne bovina em janeiro, tiveram os seus números divulgados pela SECEX. Apontam para um vigoroso crescimento, principalmente em termos de volume. O volume total de carne exportada, chegou a 92,6 mil toneladas equivalente carcaça, um resultado excepcional para um mês de janeiro, que é normalmente afetado ainda pelos festejos de final de ano, e simplesmente 39% a mais que o volume de janeiro de 2002, que foi bom, conclui o analista da FNP.