Sem compradores, rosas vão para o lixo
Já os produtores de rosas Adelson Sebastião Bucelli e Adalberto Kressin, da região de Uraí, diferente do casal produtor de orquídeas, pelo menos por enquanto, não pensam em ampliar a área de um hectare da flor. Eles amargam prejuízos. No mês passado, por exemplo, boa parte da produção de botões de rosas foi jogada no lixo. Esta época é considerada a entressafra para as flores.
São 40 mil roseiras das variedades vegas, greta, ambiance, carola e apolo, com uma produção diária variando entre 150 a 200 dúzias. As flores eram vendidas a várias floriculturas de Londrina, mas, por calotes de alguns desses compradores, está com a entrega limitada para três empresas. ''Começamos a ter muito prejuízo com cheques sem fundo e não compensava mais entregar a mercadoria e não receber por ela'', reclama Adelson. A expectativa é de reação no mercado mais para o final do ano, com a realização de festas e casamentos.
Os preços, de acordo com o produtor não são compensadores, atualmente não cobrem nem mesmo os custos de produção - insumos, irrigação e mão-de-obra. Segundo Adelson, a dúzia da rosa, já embalada, está sendo comercializada entre R$ 1,50 e R$ 2,00. ''É um valor muito baixo que apenas empata com as despesas da produção''. A dupla de produtores mantém sete pessoas cuidando do campo de rosas. Em períodos de melhor comercialização o produtor chega a contratar até 12 funcionários para o trabalho, ''o que seria o ideal em dias normais'', acrescenta.
Do campo, as rosas saem direto para o barracão, onde são separadas, cortadas e embaladas de acordo com o tamanho das hastes. As medidas são de 40, 50 e 60 cm. Em geral, durante o ano, os preços das rosas variam entre R$ 3 e R$ 3,50 a dúzia. Nos períodos de datas comemorativas como Dia das Mães, Namorados, casamentos e festas, os preços chegam a R$ 6 ou R$ 7. ''São valores mais compensadores'', afirma. (M.O)





