Sem certificado, exportação é menor
O produtor Juzarez Santos da Costa lamenta a dificuldade de exportar a banana passa orgânica em função da falta de certificação. O preço fixado pelo Instituto Biodinâmico (IBD), de São Paulo, é muito alto e os produtores de Morretes não têm como pagar. Sem o certificado, os produtores vendem a produção em barracas instaladas ao longo da estrada.
De acordo com a agrônoma da Emater, Ruth Pires, uma das organizadoras do Pólo de Agroecologia, a dificuldade poderia ser enfrentada com o certificado da Rede Ecovida. Para isso, no entanto, os produtores precisam se organizar para fiscalizarem uns aos outros. Isso, ainda, não acontece de forma sistemática. ''Não são todas as iniciativas que dependem das entidades. Elas ajudam os produtores quando eles tomam a iniciativa de optar pela produção orgânica'', esclarece a técnica.
O certificado da Rede Ecovida exige que os produtores participem de reuniões mensais, para se conscientizem sobre as regras do plantio orgânico. Segundo Ruth, existem poucos técnicos para acompanhar o plantio e somente produtores conscientizados podem participar da fiscalização mútua entre eles.
''Mais importante que produzir grandes volumes de alimentos orgânicos, é a construção desse capital social, através dos encontros entre produtores, representantes das entidades e técnicos, que está sendo feito no Litoral'', destaca João Batista Zanini, da Emater. Ele imagina que daqui um tempo será possível ampliar a produção de tal forma, a ponto de ser criada a marca de Produto Orgânico do Litoral. V.C.





