Selo social garante competitividade às usinas
A Biopar Bioenergia do Paraná, sediada em Rolândia (Norte), foi a primeira empresa do Estado a receber o Selo Combustível Social, em 2008. Moacir Tomazella, funcionário do departamento financeiro da indústria, explica que, sem o selo, a Biopar ficaria fora do mercado, por isso a certificação torna a empresa mais competitiva no mercado. "O preço do biodiesel acaba ficando abaixo do que é estabelecido para as empresas que não têm o selo", destaca.
Segundo informações divulgadas pela Biopar, cerca de 40% da matéria-prima utilizada na produção de biodiesel pela empresa é proveniente da agricultura familiar, volume 10% superior ao exigido para a obtenção do Selo Combustível Social. A indústria possui ainda uma parceria com a cooperativa Coopafi para prestação de assistência técnica aos produtores que fornecem a matéria-prima para a produção de biodiesel.
O diretor industrial da Biopar, Nivaldo Tomazella, completa que o selo é um requisito obrigatório para que a indústria participe de leilões. "Inclusive nessa semana já iniciamos a assinatura dos contratos com os produtores para 2014", lembra.
O setor
Nivaldo Tomazella explica que muitas indústrias de processamento de óleo estão chegando ao mercado, porém a demanda continua a mesma. "O setor está praticamente implorando para o governo o aumento da mistura de 7% no diesel comercializado no Brasil", observa. O diretor completa que a cada leilão, novos concorrentes entram no mercado.
Com o preço de R$ 2,20 o litro do biodiesel estabelecido no último leilão da ANP, o diretor industrial da Biopar diz que o valor já está no limite perante tamanha concorrência. Questionado sobre o futuro do setor, ele se anima dizendo que o biocombustível veio para ficar, mas pede crescimento e ajustes. "Queremos que a promessa de adição de 20% de mistura no diesel chegue em 2020", completa. (R.M.)





