Seleção genética garante reprodutores de qualidade
A opção por bons reprodutores no processo de reposição do rebanho é um item essencial para manter a qualidade da produção. A compra de touros melhorados geneticamente por meio de cruzamento pode ajudar o pecuarista a obter um rebanho altamente produtivo. Luis Adriano Teixeira, coordenador de pecuária da Agro-Pecuária CFM, com sede em Magda (SP), afirma que o pecuarista que busca obter bons resultados na fazenda precisa investir em reprodutores de alta qualidade genética.
Teixeira explica que o importante na seleção genética não é a beleza do animal, mas sim o seu potencial produtivo. A Agro-Pecuária CFM é uma das poucas empresas brasileiras que possui seus touros avaliados com Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip), emitido pelo Ministério da Agricultura. "A produtividade da pecuária brasileira ainda é baixa, por isso é necessário investir em uma boa genética", observa Teixeira.
Desde quando começou a trabalhar com seleção genética, em 1980, a CFM já produziu 34,5 mil touros e mais de um milhão de doses de sêmen. Hoje, a empresa não trabalha mais com venda direta de sêmen, mas possui alguns touros nas centrais de inseminação. A venda direta de touros melhorados geneticamente é um mercado que a empresa se especializou. "Os critérios de seleção dos animais focam na qualidade por meio da genética de cada animal", destaca Teixeira. O programa de melhoramento da CFM possui em seu banco de avaliação genética de Nelore mais de 467 mil informações de animais desmamados.
O coordenador de pecuária da empresa garante que, por meio da seleção genética, o touro CFM é três quilos mais pesado, com uma eficiência de produção superior a 18% se comparado a um touro Nelore sem o melhoramento genético. "Quem usa o sistema Ceip eleva a sua produtividade", salienta Teixeira. Com um rebanho de cerca de 40 mil cabeças, só no ano passado foram comercializados pela CFM 18,9 mil cabeças. (R.M.)





