Porto Alegre - O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, informou que o Seguro da Agricultura Familiar passará por uma avaliação em julho, após o teste representado pela estiagem na safra de verão. ''Estamos concentrados na operação da indenização de todos os segurados e vamos abrir uma avaliação a partir de julho, para diminuir os riscos da produção'', descreveu Rossetto. O ministro explicou que ações como a diversificação da produção, adoção de tecnologias e do zoneamento climático adequado podem diminuir os riscos da atividade.
As medidas não implicam em aumento de custos para os agricultores familiares, em contrapartida ao benefício do seguro, assegurou o ministro. ''São tecnologias de manejo da produção, dos melhores prazos e calendários que possam orientar de maneira mais clara os nossos produtores'', observou. Com a estiagem e a comprovação das perdas, estão sendo pagos entre 2 e 3 mil contratos por dia como ressarcimento aos segurados.
Rossetto disse que a Espanha é uma referência em termos de seguro agrícola. Na semana passada, o subsecretário de Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha, Santiago Menendez de Luarca, esteve no Brasil e apresentou o modelo desenvolvido pelo seu país, durante um seminário em Porto Alegre (RS). Ele disse que o sistema de seguro será adotado também pela França.
A realização do seminário faz parte das medidas definidas em acordo entre o presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodriguez Zapatero, em janeiro. Na época, eles assumiram o compromisso de promover ações contra a fome e a pobreza. O evento terá também a participação do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, o principal agente para ações humanitárias da entidade, que também é promotor do seminário, junto com os governos do Brasil e Espanha e a Assembléia Legislativa gaúcha.
No Brasil, o programa deve apoiar ações estruturais, diferentemente do que faz na África, onde promove a distribuição direta de alimentos, disse o coordenador regional para a América Latina e Caribe, Omar Bulla. Há duas semanas, o comitê gestor aprovou dois projetos de assistência técnica na América Latina, lembrou Bulla.

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