Ao chegar na fiação, a matéria-prima é cozida por cerca de duas horas a uma temperatura de 114 graus Celsius. Depois, os casulos são abafados por mais duas horas e colocados em um caldeirão onde a ponta do fio de seda é encontrada com o auxílio de palha de arroz.
  Da fiação, feita em um equipamento desenvolvido artesanalmente pelo empresário, o fio passa pela meadeira e depois pode ser tingido ou torcido. ‘‘Essa roca é o segredo industrial que não conto para niguém’’, brinca Gustavo Rocha. Construida em madeira, a primeira máquina ganhou motor, ferro e hoje é feita em aço. Ao total, são cinco rocas trabalhando diariamente para a empresa.
  Na tecelagem são consumidos 2 mil metros diários de fios não só de seda, como de outras fibras naturais como algodão, rami, juta, vicunha, lhama e lã. A última etapa de criação é desenvolvida no ateliê, onde é feito o acabamento das peças. ‘‘Sempre investi capital próprio nessa indústria e até já fali duas vezes. Mas nosso crescimento anual hoje é de 20%. Nossa folha de pagamento custa R$ 40 mil e nunca atrasa. Valorizo o trabalhador, não sei fazer de outro jeito’’, confidencia o empresário. (M.G.)

mockup