Secretaria da Agricultura discute registro de agrotóxicos
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sábado, 03 de novembro de 2012
Reportagem Local 
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o coordenador-geral de Agrotóxicos do Departamento de Fiscalização de Insumos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luiz Eduardo Pacifici Rangel, e o presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, reuniram-se em Curitiba para ajustar a legislação vigente sobre registro de agrotóxicos.
Foram discutidas alternativas para que seja efetivada a Instrução Normativa 01/2010, que possibilita a extensão do uso de agrotóxicos para culturas de baixo suporte, como olerículas e frutíferas. Uma delas seria o aporte de R$ 4 milhões, por parte das indústrias, para financiar estudos de resíduos e outras análises de produtos que possam vir a ser registrados pelo Ministério da Agricultura.
As propostas vão ser levadas a Brasília para serem apresentadas durante o 2º Encontro sobre Culturas de Suporte Fitossanitário Insuficientes, que será realizado no dia 6 de novembro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Participarão do evento representantes da Anvisa, do Ministério da Agricultura, do Ibama, de governos estaduais e do setor produtivo.
De acordo com o presidente da Adapar, o Paraná tem bom controle sobre o uso dos agrotóxicos. ''Se alguns procedimentos forem aplicados em parceria com o Ministério da Agricultura, poderemos avançar na oferta de agrotóxicos aos produtores de culturas que atualmente não contam ou encontram produtos registrados'', explicou Inácio Afonso Kroetz.
Para o secretário Norberto Ortigara, se for possível convencer as indústrias a bancarem essas pesquisas com o aporte de R$ 4 mihões, parte do problema vai estar resolvido. ''O espírito que norteou o governo para que o Paraná criasse a Adapar é esse: tentar solucionar problemas do campo, sejam de ordens técnicas ou sociais'', afirmou
Participaram do encontro representantes da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), da Federação da Agricultura (Faep), da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná e técnicos da Embrapa e do Iapar.


