Seção de plantas medicinais está de volta
A partir desta edição a Folha Rural retoma a publicação da seção de plantas medicinais. A cada semana, abordaremos uma planta em especial, incluindo aspectos agronômicos, farmacológicos e terapêuticos. Para isso, a Folha conta com a contribuição do médico Rui Cépil Diniz, especialista em fitomedicina e coordenador do programa municipal de uso de medicamentos fitoterápicos, implantado desde 2003 em postos de saúde da zona rural de Londrina, que se responsabiliza pela pesquisa e elaboração dos textos.
Por ser uma atividade que exige mão-de-obra especializada, com um alto rendimento financeiro por área cultivada, o cultivo de plantas medicinais, torna-se uma importante opção econômica, principalmente para pequenos e médios produtores, tendo ainda a vantagem de exigir uma técnica limpa, ou seja, isenta de agrotóxicos.
Devido à sua eficácia comprovada, à menor incidência de efeitos colaterais e a seu baixo custo, a fitoterapia tornou-se imprescindível nos cuidados com a saúde.
Devemos porém, contestar o ditado: Se bem não faz, mal também não fará, pois infelizmente nem sempre é verdadeiro, devendo a fitoterapia ser utilizada com alguns cuidados:
- Não fazer uso do que não conhece;
- Não utilizar plantas de beira de estradas e contaminadas por agrotóxicos;
- Respeite a dose e a forma de uso recomendada;
- Faça o preparo de preferência no momento do uso;
- Evitar o uso de fitoterápicos em gestantes, crianças menores e em pacientes portadores de doenças crônicas, salvo sob orientação médica;
- Cuidado com associações entre fitoterápicos e destes com medicamentos de síntese;
- Não tome e não substitua remédios sem o conhecimento e a aprovação de seu médico;
- Na presença de efeitos colaterais ou quando não houver melhora, procure o serviço de saúde.





