Seab assegura que será criteriosa
A Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) está trabalhando forte para que o Paraná conquiste o status de área livre de febre aftosa sem vacinação ainda este ano. Barreiras sanitárias estão sendo construídas - outras reformadas - e novos funcionários contratados, tudo para atender as normas do Ministério da Agricultura e do Abastecimento (Mapa).
Segundo Marco Antônio Teixeira Pinto, diretor do Departamento de Fiscalização e Sanidade Agropecuária (Defis) da Seab, será necessário construir mais duas barreiras sanitárias e reformar a maioria das 33 já instaladas. Os recursos para isso, acrescenta, estão sendo viabilizados junto ao Estado e à iniciativa privada. Cerca de 350 pessoas, entre médicos veterinários e técnicos que prestaram concurso em 2006, deverão ser contratados para completar o quadro de funcionários e potencializar a vigilância sanitária.
A previsão é de que as contratações ocorram até 30 junho. E assim que as admissões se concretizarem, será possível solicitar a auditoria do Mapa, que autorizará ou não a suspensão da vacina.
Segundo ele, a maioria das pessoas ligadas ao setor, principalmente produtores, deseja que isso aconteça porque o benefício se estenderá a outras cadeias produtivas, como a de suínos. Na reunião extraordinária do Conesa, segundo ele, as entidades foram favoráveis ao pedido do Estado de se tornar área livre de febre aftosa sem vacinação. Algumas entidades, admite, questiona se realmente esse passo trará benefícios. Mas avisa que a Seab não suspenderá a vacinação se a estrutura de prevenção não for segura. ''Não vamos nos aventurar, é uma decisão que precisa ser alicerçada'', afirma.
Teixeira Pinto confirma que a produção do Estado poderá ser afetada por conta da restrição da circulação de animais. Observa que o Estado é autossuficiente na área de reposição para produção. Porém, a reprodução terá que ser reestruturada. ''Não vai poder entrar mais touros de outras regiões, mas os pecuaristas poderão importar o sêmem'', adianta. E reforça que as condições epidemiológicas atuais permitem que o Paraná tente conquistar o status nesse momento. (E.Z.)





