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. | Foto: Reprodução

26 de outubro de 1989

A grande incidência de moscas é problema praticamente comum em todas as propriedades agrícolas. Elas atacam desde granjas suínas e de aves até haras e criatórios bovinos. Além de representarem um risco de contaminação para animais e homens, transmitindo doenças, as moscas ameaçam a produtividade das criações. Retardam o crescimento dos animais e reduzem sensivelmente a produtividade. Estima-se que os animais atingidos por moscas perdem cerca de 10% do peso/ano, enquanto as vacas leiteiras podem secar totalmente.

O controle das moscas até hoje vinha sendo feito basicamente através de medidas físicas e químicas, com a remoção do esterco e o uso de inseticidas. Agora a população de moscas começa a ser controlada também por processo biológico, graças ao estudo desenvolvido pelo agrônomo Antonio Costa (que cursa pós-graduação na Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz, em Piracicaba-SP), sob a coordenação do professor Evôneo Berti Filho.

O controle biológico tem início na multiplicação, em laboratório, da vespa Cyromazina, inimigo natural da mosca. Essas vespas são liberadas a espaços regulares, em grande número, e atacam as pupas de moscas. A vespa deposita o ovo dentro da pupa e de dentro desse ovo sai uma larva que se alimenta do corpo da pupa, matando-a.

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