O engenheiro agrônomo Miguel Barth, um dos alunos do curso desta semana no CTA de Ibiporã, coordena o projeto de agricultura orgânica de São Miguel do Iguaçu. Pela sua experiência, ele vai ministrar cursos na sua região.
O programa de agricultura de São Miguel do Iguaçu conta com um grupo de 60 agricultores que se preparam para receber a certificação. São seis projetos de produção orgânica entre grãos, leite, olerícolas e criação de frangos diferenciados.
O município organizou a Associação dos Produtores de Agricultura e Pecuária Orgânicas de São Miguel do Iguaçu, que é um ponto de referência e troca de conhecimentos entre os agricultores. As olerícolas são comercializadas pela organização Terra Preservada que as distribui à rede de supermercados da região.
Para Miguel Barth, o processo é lento, ''mas é preciso ver isto como uma forma de reduzir o uso de fertilizantes solúveis e agrotóxicos, e apresentar um produto sadio. Tem que haver conscientização e informação. É para isso que existem cursos'', observa.
''Uma coisa é certa'' - alerta o engenheiro agrônomo: ''tem que haver retorno econômico''. Hoje existe mais procura do que produto e como a produção ainda é pequena, os preços dos orgânicos são mais altos. Mas, tanto Shimizo, como Miguel Barth, acham que chegará o momento em que a oferta vai nivelar os preços. A esta altura, o consumo de orgânicos deve aumentar.

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