A valorização do real fará com que o saldo da balança comercial do agronegócio feche o ano em US$ 22 bilhões, abaixo das estimativas iniciais de saldo de US$ 24 bilhões. O cálculo foi feito quarta-feira pelo diretor de Comércio Exterior da CNA, Donizete Beraldo. Ele explicou que o saldo comercial havia sido calculado quando o dólar estava entre R$ 3,60 e R$ 3,70. E que agora o saldo de US$ 22 bilhões é calculado com o dólar entre R$ 3,00 e R$ 3,20.
O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária deverá somar R$ 127,95 bilhões em 2003, o que representa um crescimento de 1,72% na comparação com os R$ 125,79 bilhões do ano passado. O PIB da agricultura deve fechar o ano em R$ 75,55 bilhões, contra R$ 72,72 bilhões de 2002. O da pecuária deve somar R$ 52,41 bilhões ante R$ 53,07 bilhões do ano passado. O cálculo da CNA foi feito com base na variação dos indicadores do setor nos dois primeiros meses do ano. A queda de renda da pecuária, em 1,4% no primeiro bimestre do ano, reduz as perspectivas de crescimento de todo o setor rural em 2003.
A balança comercial do agronegócio apresentou saldo recorde de US$ 6,62 bilhões no primeiro quadrimestre de 2003, 40,85% superior ao resultado de igual período de 2002, quando o saldo foi de US$ 4,7 bilhões. As receitas de exportação cresceram 31% no período, somando US$ 8,18 bilhões. As importações somaram US$ 1,55 bilhão de janeiro a abril de 2003, ante US$ 1,53 bilhão em igual período do ano anterior.
O complexo soja é um dos destaques da balança comercial no período, informou o departamento econômico da CNA. As exportações do setor quase duplicaram no período, alcançando US$ 1,82 bilhão, acréscimo de 87,9% em comparação aos US$ 937,7 milhões de 2002. Outro destaque da balança comercial foi a exportação de carnes. Os técnicos do Decon acrescentaram ainda que as exportações de café estão em fase de recuperação, com crescimento de 33,7% no primeiro quadrimestre de 2003, revertendo um longo período de queda. (Agência Estado).

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